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Câmara de Juazeiro discute Segurança Pública em audiência

A Câmara realizou nesta quarta-feira (7), no Memorial Padre Cícero, uma Audiência para tratar sobre a questão da Segurança Pública. Bastante representativa, a Audiência contou com as presenças do Comandante do Policiamento do Interior (CPI), Júlio Aquino, do Comandante do 2° BPM, de Juazeiro, Luciano Rodrigues, Comandante do Corpo de Bombeiros, Major Norberto, do Delegado Regional da Polícia Civil, Juliano Marcula, da Delegada da Polícia Federal, Josefa Lourenço, do Secretário de Segurança Pública do Município, Hamílton Macedo, do Vice-prefeito Giovanni Sampaio, do Comandante da Guarda Municipal, Cláudio Belino, o ex-vereador Agnaldo Carlos, além de Sindicatos e representantes da sociedade civil. Compareceram também os vereadores Claudionor Mota e Rita Monteiro.
A Audiência foi aberta pelo Presidente da Câmara, vereador Glêdson Bezerra e presidida pelo vereador Capitão Vieira que solicitou a realização da mesma.
Vieira apresentou dados do Batalhão sobre a violência na região e destacou o aumento nas apreensões ligadas ao consumo e tráfico de drogas, que segundo ele, é o maior alimentador do crime. Vieira diz não ser possível cruzar os braços e achar que essa situação é normal e todos tem que participar ativamente, denunciando, combatendo e educando para a mudança dessa realidade. “Temos que mudar a legislação e os nossos legisladores da Câmara alta precisam atentar para isso”, ressalta Vieira.
Os Comandantes da Polícia Militar apresentaram o trabalho que vem sendo realizado e de acordo com o comandante do CPI falta comprometimento e envolvimento pessoal dos que fazem o sistema e que a integração das ações mudaria essa realidade de violência. “Existem soluções prontas, baratas e exequíveis, mas em algum lugar alguém se beneficia com o caos”, comenta. Ele aponta que falta educação em todos os níveis e é preciso haver um acompanhamento de rotina das crianças para educá-los nos melhores caminhos. “A família precisa estar atenta e acompanhando o dia a dia e os governos atuando no acompanhamento multidisciplinar”, afirma.
A delegada da Polícia Federal, Josefa Lourenço afirma que a investigação da PF, com relação ao tráfico de drogas fica prejudicada por vários fatores, um deles o próprio sistema do Estado. “Há uma falha grande no sistema prisional e o crime organizado é comandado de dentro dos presídios”.
O Major Luciano Rodrigues também destaca que medidas burocráticas prejudicam o trabalho dos Agentes da Segurança Pública. Os órgãos precisam, segundo ele, estar unidos e ter mais facilidade para agir, pois a legislação trava o combate à criminalidade. “Falta união e desprovimento de vaidades”, diz o comandante.
Para o Delegado Juliano Marcula, o Sistema Judiciário é um grande entrave no trabalho da Segurança Pública. “Há também problemas estruturais e de efetivo, mas o trabalho vem sendo feito mesmo com o acúmulo de funções que não cabem aos Policiais Civis, tentando melhorar a atendimento à população.”
O Presidente Glêdson, que também é Policial Civil destaca as questões mais localizadas. “Sabemos que o crime organizado está sendo comandado dos presídios. Precisamos bloquear o uso de celulares nesse locais, intensificar a vigilância nos presídios. Isso não é fácil, e pode provocar reações drásticas, mas é necessário a coragem de atuar nesse sentido”.
Glêdson sugere investir em inteligência, na investigação, criação das Delegacias Distritais, implantar a vara da infância em Juazeiro para se começar a mudar a realidade. “Sem isso a Segurança Pública vai continuar enxugando gelo”.
Para o vice-prefeito, o problema é 100% político, pois as mudanças só acontecerão com a mudança da legislação. “Há falências das nossas Leis Penais”
O Policial Federal e ex-vereador e Cláudio Luz apresentou alguns dados relacionados a um estudo feito no Rio de Janeiro para mostrar a dificuldade na resolutividade à criminalidade. Em relação aos homicídios, roubos e estelionatos o estudo aponta que as porcentagens de crime que viraram inquéritos e tiveram respostas finais positivas não chegam de 5%. E, isso, segundo Cláudio, é uma realidade geral do país. Ele diz que é preciso haver acima de tudo, a investigação e todos os órgãos e agentes ligados à Segurança precisam ser envolvidos.
João Almeida, representante de Entidades de Classe denuncia a falência do Poder Público de forma geral, comentando não haver possibilidade da Polícia trabalhar com as Leis atuais. Ele defende a liberação do porte de armas e critica os privilégios da classe política, afirmando que a população está cansada de pagar impostos e receber incompetência e está partindo pra ação.
Representando a Comunidade Evangélica, o missionário Evandro reclamou da burocracia e do atendimento nas Delegacias, e se mostrou revoltado com o Sistema. Ele aponta que não há mais temor a nada, as pessoas não respeitam o ser humano, nem os que fazem a Segurança. Para ele, é preciso humanizar mais as pessoas, por mais que seja contraditório.
O estatístico Galba Matos frisa a importância de se trabalhar os dados no intuito de analisar os principais problemas e direcionar as ações dos órgãos de segurança.
Várias medidas foram propostas e serão encaminhadas à Secretaria de Segurança do Estado e aos órgãos responsáveis, como a criação da Vara da Infância em Juazeiro, Delegacia de combate ao uso e tráfico de entorpecentes, possibilidade de abertura para Policiais Militares participarem ativamente das investigações, criação do Núcleo da Coordenadoria de Inteligência na Região, das Delegacias Distritais e a implantação dos Bloqueadores de celulares nos presídios, dentre outros.


 

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